Comentário do menino mais inteligente do mundo ao me mostrar este lançamento: “esperei 23 anos da minha vida por isso”.
Resenhas:
Já entrou na minha wish list, claro!
Comentário do menino mais inteligente do mundo ao me mostrar este lançamento: “esperei 23 anos da minha vida por isso”.
Resenhas:
Já entrou na minha wish list, claro!
Acabo de encerrar um ciclo de leituras relacionadas à história do Brasil: Império à Deriva, de Patrick Wilcken, D. Pedro II – Ser ou Não Ser, de José Murilo de Carvalho e As Religiões no Rio, de João do Rio. São três livros de leitura agradável que cobrem um vasto período da história brasileira. O primeiro fala da tumultuada vinda da família real portuguesa para o Brasil durante as invasões napoleônicas na Europa. Épisódio único na história da colonização, a corte falida e decadente é retratada de forma nem um pouco glamourosa. Já a biografia de D. Pedro II traça um retrato de um dos governantes mais cultos do seu tempo mas que, apesar de ter nascido para governar, nunca se acostumou ao ofício de imperador. Em algumas passagens definido como mais republicano que muitos republicanos, o desapego de D. Pedro II pelo poder e pela vida na corte é colocado como um elemento impulsionador da Proclamação da República. D. Pedro II preferia ter sido professor. E o último livro é uma coletânea de reportagens do célebre jornalista do início do século XX, João do Rio. Nestes textos o jornalista explora as diversas religiões que se misturavam no Rio de Janeiro no início do século, passando pelas religiões africanas, evangélicas e correntes esotéricas variadas. Traça um interessante retrato da sociedade carioca da época. O que mais me chama a atenção em leituras como essas que mencionei? A forma como um pequeno estudo da história, ainda que breve, ajuda a compreender muito do período atual, dos dilemas e problemas que vivemos, das características da sociedade. Mas é inquietante perceber que certos problemas permanecem os mesmos há mais de duzentos anos.
Devem existir uns trinta livros aqui em casa sobre direito digital, bancos e responsabilidade civil. E dois meses para escrever uma monografia.
Eu queria ter tempo para escrever uma crítica apropriada sobre este conto de Borges, já que está rolando um pequeno círculo de leitura na página do Idelber. Enquanto isso não acontece, leiam o conto, vocês não vão se arrepender!
PS: A falta de tempo é causada pelo desmoronamento dos piores exemplos de burocracia estatal sobre a cabeça de uma só cidadã. Algo como acertar a mega-sena acumulada dos problemas bucrocáticos. Borges explica.
Depois de ficar órfã das histórias de Harry Potter, fui ler este livro de Ursula Le Guin. A história se passa em um mundo imaginário, Terramar, em que a magia é comumente usada por quase todos os habitantes. Entretanto apenas aqueles que têm muito poder e estudo merecem o título de magos. Para os fãs de boa literatura de fantasia, recomendo a leitura.
Romance com trama meio rocambolesca, misturando espionagem e triângulos amorosos na Berlim do período imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial. Depois de ler o livro não me surpreende que o filme produzido por George Clooney em parceria com Steven Soderbergh não tenha feito muito sucesso. Quando a história é fraca, impossível fazer um bom filme.
![]()
No último sábado foram divulgados os vencedores do Hugo 2007, uma das principais premiações para filmes e livros de fantasia e ficção-científica. A visita à página do prêmio é bem interessante para leitores do gênero pois contém versões para download dos textos indicados (para alguns há até versão em audio-book). Para leitores brasileiros é um prato cheio, afinal nunca sabemos quando estas histórias serão lançadas por aqui…
A crônica que dá título a este livro de Rubem Braga é também a mais bonita da seleção. Em uma pequena lista das coisas boas da vida, eis os meus itens preferidos:
“- Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.”
“- Aquele momento em que você sente que de um velho amor ficou uma grande amizade – ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor.”
![]()
E para vocês? Quais as boas coisas da vida?
Um livro pequeno, escrito de forma deliciosa por Virginia Wolf. Em cinco crônicas o leitor passeia com a escritora pela Londres da primeira metade do século XX. A Londres retratada por Virginia Woolf, é sob certo ponto de vista, a Londres de hoje: vibrante, mutante, uma cidade onde se encontra de tudo um pouco. Já visitei cidades mais bonitas, mais bem cuidadas, mais acolhedoras. Mas Londres é única. O melhor está, entretanto, guardado para o final. O último capítulo, “Retrato de uma londrina” é o único texto de ficção da coleção. O retrato de mrs. Crowe é traçado com tanta delicadeza e habilidade que por um momento o leitor pode até esquecer que se trata de uma mera obra de ficção.
![]()
“O encanto da Londres moderna é ser construída não para durar, é ser construída para passar. Sua fragilidade, sua transparência, seus ornamentos de estuque colorido causam um prazer diferente e atingem um objetivo diferente do desejado e tentado pelos velhos construtores e seus patronos – a nobreza da Inglaterra. Seu orgulho exigiu a ilusão da permanência. O nosso, pelo contrário, parece deleitar-se em provar que podemos tornar a pedra e o tijolo tão transitórios quanto nossos próprios desejos.”
Provido por WordPress.com