Ontem foi dia de ir ao Teatro Nacional conferir a montagem de “O Lago dos Cisnes” feita pelo Ballet Imperial da Rússia. Trata-se de uma companhia de balé recente, criada em 1994 por um ex-bailarino do Bolshoi, Gedeminas Taranda. No palco, os bailarinos fizeram uma apresentação irrepreensível, aplaudida de pé. Na platéia, o público também deu um show à parte… de falta de educação. Para começar, a falta de pontualidade: vinte minutos de espetáculo e ainda tinha gente chegando (e atrapalhando quem estava sentado). Insistiam em filmar e fotografar, apesar dos diversos (e educados) pedidos em contrário. Celulares tocavam por todos os lados, crianças berravam e uma senhora resmungava em voz alta durante toda a apresentação (sim, a acústica do Teatro Nacional permite que se escute tudo). Essa, teoricamente, é elite intelectual e social da capital do país, capaz de pagar no mínimo sessenta reais por ingresso. Eu vejo isso e me pergunto: ainda existe esperança para nós?
Para quem ficou interessado, O Ballet Imperial da Rússia segue em turnê pelo interior de São Paulo e pelo sul do país.